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SOLIDARIEDADE: Doação de órgãos possibilita que a vida continue

29/09/2016 22:07 por Fonte: Rádio Uirapuru Compartilhar
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No Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, 57 pessoas tiveram suas vidas transformadas até agora, por meio da doação de órgãos. Esta atitude que é nobre, simboliza solidariedade, amor ao próximo e promove um grande elo pela vida. Neste dia 27 de setembro comemora-se no Brasil o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, uma data que visa, principalmente, sensibilizar as pessoas para a doação e esclarecer dúvidas a respeito do processo da doação.

No HSVP, a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) e Organização por Procura de Órgãos (OPO-4 RS) promovem a campanha permanente “Doe Órgãos: uma corrente pela vida”, além de trabalharem em todas as etapas que envolvem a doação e transplantes de órgãos. Destes 57 transplantes realizados no HSVP, as equipes informam que foram 16 de rins, 15 de fígado e 26 de córneas. Em relação às doações, até este mês foram 16 rins, sete fígados e 20 córneas, além de dois rins e um fígado captados na Unidade 2 do HSVP.

A passofundense Kellen Bertote Bicudo, 30 anos, está entre essas pessoas que viu sua vida se renovar após o transplante. “Não consigo explicar a sensação que tive quando soube da doação e que faria o transplante. A gente espera a todo momento, mas nunca sabe o dia que vai acontecer”, relatou a transplantada renal, submetida ao procedimento no dia 09 de agosto, no HSVP. Após 10 meses na lista de espera por um rim, Kellen passou por nove meses de hemodiálise.

Ela tinha apenas um dos rins funcionando, com capacidade reduzida. Sentia cansaço, dores no corpo, nas pernas, mas quando fez o transplante sabia que sua vida mudaria. Hoje, depois de 23 dias de internação, Kellen está em casa, curtindo os filhos Kevin, 12 anos e Samuel, 1 ano. Feliz da vida, seu objetivo é continuar cuidando-se, para viver por muitos anos ao lado de sua família. Aos pacientes em lista de espera, ela deixa uma mensagem de incentivo para que não desistam, pois logo uma família irá se sensibilizar para a doação e o transplante acontecerá. “Aos familiares que disseram sim para doação, agradeço de coração e saibam que seu familiar está vivo em mim, que estou bem, porque recebi um novo rim”.

Uma corrida contra o tempo 

A CIHDOTT e a OPO4-RS dão suporte à família de doadores e aos transplantados. Estes setores são responsáveis por encaminhar pacientes para lista de espera, organizar a documentação de liberação para que a doação seja efetivada, comunicar ao paciente que receberá a doação e acompanhar todo o procedimento desde a chegada do doador até a realização do transplante de órgão.

“O processo de doação as vezes é demorado. Uma série de exames são realizados para identificar alguma contraindicação à doação, e também para saber a compatibilidade deste doador com outras pessoas. Depois a Central de Transplantes, localizada em Porto Alegre, analisa a lista de espera para ver se há um receptor disponível para receber o órgão. Localizado esse paciente, ele tem que se deslocar até o hospital transplantador, para que então, o procedimento de retirada dos órgãos do doador inicie”, exemplifica Cassiano Crusius, neurologista e coordenador da OPO4-RS, afirmando ainda que, a família recebe o corpo do ente querido sem deformações, já que são colocadas próteses no lugar dos órgãos retirados.

Após a retirada do órgãos, inicia uma corrida contra o tempo, para que o órgão chegue até o paciente que irá ser transplantado. “Após a retirada o fígado deve ser transplantado em até seis horas, os rins em até 12 horas e o pulmão e coração em quatro horas. As filas de espera por um transplante são controladas pelas Centrais de Transplantes, de tal forma que os critérios médicos e a ordem de inscrição são totalmente respeitados”. Outro ponto que as equipes esclarecem é a respeito dos receptores de órgãos, onde os profissionais não são informados de quem serão os pacientes que irão receber os órgãos doados.

#EuSouDoador

Atualmente, 125 pessoas aguardam na lista por um órgão. 10 esperam por córneas, 47 por fígado e 68 por rins. A esperança deles está no ato de sensibilidade de um sim para a doação! A única maneira de tornar-se doador é com autorização da família, por isso é fundamental conversar sobre esse assunto com os familiares, transmitindo também o desejo de ser ou não doador.

“Apesar de todo o sofrimento que a família está passando pela perda de um ente querido, eles precisam entender que, podem fazer o bem para outras pessoas que estão na fila por um transplante. Quando a doação é manifestada ou não em vida, a decisão se torna mais fácil para a família que está consternada pela perda”, esclarecem as equipes, que fazem ainda um apelo para que as pessoas participem desta corrente pela vida, tendo a percepção da doação pela necessidade do ser humano e não apenas pelo sentimento da morte.

Gracieli Vargas, 35 anos, técnica de Enfermagem, de Passo Fundo, é doadora e toda sua família sabe. Ela conta que desde jovem tomou essa decisão e que a família conversou sobre o assunto e todos são doadores. “Através da doação podemos continuar vivendo em outra pessoa. Criamos uma corrente pela vida e damos esperança à quem está em uma fila de espera por um transplante”, enfatiza ela, pontuando que saber da decisão dos seus familiares facilita bastante. 

 

Fonte: Rádio Uirapuru
Post. Ari Fritzen
 



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