COLUNA DO PE. NESTOR

MENTINDO AOS VELHINHOS.

03/10/2016 por Pe. Nestor Eckert Compartilhar

Algumas mentiras, de tanto serem ditas e repetidas e pregadas e alardeadas, por pessoas que achamos sejam e fossem do bem, acabam sendo aceitas, propagadas e tidas como verdades. Os mentirosos conseguem convencer-nos de que suas palavras são verdades. Seus conceitos encerram certezas e, assim por diante.

                É exatamente isso que está acontecendo em nossos dias. Qual seria ou, qual é a grande mentira, que os interessados e interesseiros do Planalto querem que aceitemos como verdade? De modo especial esses crápulas e safados querem que as pessoas idosas aceitem como uma grande verdade, que é mentira deslavada: o INSS está falido! O INSS não tem dinheiro. Isso é mentira!

                O governo federal por meio de sua balofa e incompetente presidente propôs pagar aos jogadores das seleções brasileiras de futebol dos anos 1958, 1962 e 1970 um prêmio, a ser pago com dinheiro do INSS, no valor de R$ 100 mil. Pagar prêmio logo a jogador de futebol que é, dos brasileiros, um que menos trabalha e mais ganha dinheiro. Podemos dizer também, sem dúvida de errar, que é um dos que mais mal emprega seu dinheiro. Qualquer favelado que for contratado para jogar no Flamengo, por exemplo, antes de assinar contrato, já aparece para assistir ao primeiro treino do time com carro importado e umas três mulheres na carona.

                Em final de 2010, o saldo do INSS correspondia a R$ 5 bilhões e 901 milhões. Como pode uma organização, com tamanho recurso declarar que está à falência

Qualquer um de nós pode fazer um cálculo aproximado do valor de INSS arrecadado pelas empresas de um pequeno município. Mesmo que boa quantia seja sonegada, ao final, do valor do total arrecadado, ainda há um grande valor a ser depositado. Sonegar tudo não é possível...

O INSS talvez seja um dos organismos estatais mais difíceis de saber como funciona e como faz os diversos cálculos. Há muitíssima gente interessada no dinheiro que ali existe. E essa gente, sem pudor algum, se aproveita ao máximo possível desses recursos. É muito fácil enganar velhinhos com fórmulas estranhas e difíceis, com termos técnicos e palavras incompreensíveis, ditas muito rapidamente, com cálculos espúrios.

Basta por ora. Quanto mais informações buscamos e encontramos, mais nojo sentimos da ação desses que se dizem governantes e administradores do bem comum. Revolta é pouco o que sentimos.

Nestor Eckert – nestor.eckert@esic.br


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